Urgência e Emergência VS o enfrentamento do Covid-19 – ITH Pós-Graduação na Saúde

Urgência e Emergência VS o enfrentamento do Covid-19

Diante da Pandemia, muitos questionamentos surgem e uma das perguntas que sempre é feita, é se existe uma diferença entre atender no pré ou intra-hospitalar do paciente com covid-19 e a resposta é sim, isso porque o ambiente pré-hospitalar é o ambiente que previamente está preparado, o profissional já está ali ambientalizado para poder fazer esse atendimento, na porta de entrada. O profissional da classificação de risco precisa lembrar que todas as informações recebidas naquele momento, tudo que é conversado ou as perguntas que são feitas ali na classificação de risco, são altamente importantes para o atendimento daquele paciente.

A Abramede (Associação Brasileira de medicina de urgência) vem publicando algumas orientações juntamente com o cofen, para poder nos orientar e nos conduzir diante da situação atual.

O cenário de agora mudou, esse cenário é de fato diferente. Um cenário que envolve assistência a um paciente que pode estar portando o coronavírus e não é algo que tem como identificar de primeira instância. A Abramede tem realizado algumas publicações e orientando que a partir do momento que você vai atender um paciente na rua e você não sabe a história desse paciente, tratando-se de um paciente que está inconsciente, é necessário considerar que o paciente possa ser portador do vírus e por conta disso é importante que ter um comportamento da maneira mais adequada, por causa dessa possibilidade. Por outro lado, dentro ambiente hospitalar, o acompanhante do paciente irá fornecer uma história prévia ao profissional da saúde e é indispensável que as perguntas básicas sejam realizadas nesse momento, para possíveis identificações que irão possibilitar a tomada de decisões adequadas para cada paciente.

Diante da situação é comum que as pessoas tenham sentimento de tristeza sentimento de angústia, medo e às vezes as incertezas. São frequentes as perguntas aos profissionais da área da saúde a respeito do medo e das inseguranças, a insegurança é algo que pode ser mitigada e resolvida através de treinamentos, porque com o treino frequente, consequentemente o profissional fica mais seguro para poder fazer aquilo que precisa ser feito, com seu paciente, enquanto o  medo é um sentimento importante, ele confere para nós uma certa dose de atenção, o que acaba deixando os profissionais mais alerta, sendo assim, diante de um atendimento, o medo vai conferir essa dose de atenção que é necessária nesse período de pandemia, quando se diz respeito ao pavor, trata-se de algo mais sério, isso porque se as pessoas estão sentindo-se mal ao ir trabalhar, e apresentam sintomas físicos, realmente precisa procurar ajuda médica, esse auxilio é muito importante,  um sentimento comum também é a incerteza é algo que todos nós temos, em alguma situação e para enfrentar as incertezas é importante que os cuidados sejam reforçados; ao profissional que se depara com um sentimento de tristeza é um pouco diferente do pavor,  ela pode ser tratada de uma forma mais simples e você conseguirá reduzir esse sentimento de tristeza procurando informações adequadas, às vezes deixando de lado algumas notícias relativas a doença que você já está sendo bombardeado o dia inteiro e caso o sentimento de tristeza seja muito grande, realmente é necessário procurar ajuda medica também.

Um dos assuntos que estão em alta é a respeito do EPI, pois sem o EPI não é possível realizar os atendimentos. O uso correto e racional, seguindo todos os protocolos necessários são altamente importantes e indispensáveis. A higiene e os cuidados são primordiais quando se diz respeito a disseminação do vírus. O momento de maior cuidado é na hora da desparamentação, quando o profissional precisar retirar o material de EPI, infelizmente os nossos profissionais podem estar se contaminando durante essa retirada, então é preciso também saber retirar adequadamente esse EPI.

As instituições precisam trabalhar com treinamento, é necessário a capacitação das equipes, não tem como os profissionais de saúde e os profissionais da saúde, uma vasta gama de profissionais que não são da assistência direta mas estão na administração, são do setor de compras, da cozinha da limpeza, do almoxarifado e precisam estar envolvidos nos treinamentos.

É possível ver as reportagens falando sobre os profissionais que estão trabalhando à exaustão e isso é muito perigoso, a pessoa que vai trabalhar além do limite de capacidade física está apta a cometer erros, colocando em risco a vida dela, da família e do paciente que ela tá atendendo. Os recursos precisam ser suficientes, os gestores precisam ter consciência disso, os profissionais precisamos ter consciência disso. O repouso adequado é indispensável por parte das instituições, isso juntamente com uma alimentação adequada também. Criar hábitos no âmbito hospitalar é fundamental, como a educação permanente é um treinamento diário, é você profissional compartilhar os conhecimentos, ajudar um colega de trabalho é aderir uma rotina de treinamento.

É preciso que o profissional entenda que se tiver muito calor, caso o setor não tem uma ventilação adequada não tem o ar-condicionado e transpirou bastante e a máscara foi saturada, infelizmente não é possível dar continuidade com a mesma máscara, é necessário que seja trocada. Ao que diz respeito a n95 e a pff2 elas podem ser reutilizadas, desde que sejam acondicionadas adequadamente.

A responsabilidade social por parte dos profissionais da saúde no momento de orientar os pacientes que estão indo na ocorrência, porém estão com uma forma leve, é um paciente com suspeita, é obrigação do profissional proceder as orientações corretas, tendo a responsabilidade profissional de dar as orientações adequadas para essa família. De forma geral as pessoas precisam se respeitar, e todos nós temos que orientar nossos avós, tios familiares filhos ao uso dessa máscara, a higienização das mãos a todo tempo que for possível e se não tiver como lavar as mãos, realizar a preparação alcoólica.

É preciso que o enfermeiro tenha essa rotina de entender os cuidados. É importante fazer uma triagem no início do plantão e também é necessário estar atento enquanto enfermeiros, orientar e conversar sempre que possível com a equipe, procurar dar apoio, apoio psicológico e também se precisar buscar por assistência psicológica. A maioria das prefeituras no Estado de Goiás, os hospitais tem psicólogo para nos ajudar durante período.

Por Esp.Fabiana Carvalho

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