Qualidade de vida e Hemodiálise

A doença renal crônica é uma temática pouco conhecida e de muita gravidade e de alta mortalidade morbidade que eleva o custo para o SUS de 87,2% sendo uma doença que traz consigo muita falta de informação, e que prejudica altamente a qualidade de vida. Vamos falar sobre a doença renal relacionada a qualidade de vida desse paciente, que enfrenta essa patologia. Quando a doença renal crônica é tratada, sabe-se que os rins de forma saudável manifestam uma filtração da diurese de forma tranquila.

O paciente que chega a ter uma doença renal crônica, e precisa ficar ligado a uma máquina de hemodiálise, que apesar de muito falada é pouco conhecida, o que ocorre é que muita vezes o paciente fica sujeito a uma qualidade de vida muito inferior, devido a falta de conhecimento relacionado a doença, por se tratar de uma doença que manifesta progressivamente, lentamente e silenciosamente, muitas vezes a pessoa vive por anos, convivendo com a diminuição da taxa de filtração glomerular, diminuindo a filtração da urina e consequentemente acaba descobrindo a doença quando está avançada. Isso tudo acarreta em uma situação grave e que traz muitos custos para a saúde pública.

Ao retratar a qualidade de vida do paciente renal, a qual ele tem a possibilidade de conviver com uma sobrevida melhor, justamente porque a sobrevida de um paciente com doença renal crônica baseia-se em torno de 10 a 15 anos, tendo casos também no qual o paciente vive em media de 3 a 5 anos, enquanto outros vivem mais de 20 anos, a qualidade de viva afeta diretamente a sobrevida de um paciente, o que muitas vezes são cuidados básicos que precisam ser aderidos assim que o tratamento começa a ser realizado. Quando as clinicas aderem um paciente que precisa passar pelo processo de hemodiálise, paciente esse que deveria ter sido acompanhado por anos, com um nefrologista  mas não foi, é necessário um cuidado e preparo muito grande, isso porque o paciente muitas vezes chega em negação, passando por fases como negar a doença, sentir-se com raiva, as vezes entrando em processo de depressão, entre outras fases, isso tudo ocorre até a chegada no processo de aceitação. O paciente chega sem conhecimento da sua própria patologia, e acaba sendo ligado a uma maquina por 4 horas de duas a três vezes por semana, isso quando não precisa ser feito uma sessão extra.

A qualidade de vida e o estilo de vida do paciente muda completamente diante desse novo cenário, tendo alterações financeiras, como o emprego do paciente que não se adapta a nova rotina de tratamento, as relações familiares também podem ser alteradas e as alterações da saúde do próprio paciente, como uma mudança eletrolítica e outras patologias associadas.

É preciso considerar que a qualidade de vida, ao que se diz respeito a doença renal crônica, pode sim ser melhorada. Os acompanhamentos dos profissionais cooperam diretamente, para dar suporte a esse paciente. Seguindo todas as normativas que são necessárias. É importante ressaltar que as orientações são indispensáveis, para que o paciente tenha uma qualidade de vida melhor, durante o tratamento, orientações claras, sobre o tratamento em si e sobre a doença renal.

A ingestão da água é de extrema importância e muitas vezes a população não tem o conhecimento real sobre isso. A fundamentação teórica sobre ingerir dois litros de água por dia que nós conhecemos, traz uma realidade bem diferente da veracidade, é necessário a realização de um calculo em cima do peso corporal, o peso multiplicado por 35 e o resultado será o mínimo de água que deverá ser feita de ingestão hídrica dia.

Para que o paciente não sofra muito com o tratamento, é de grande relevância que o peso seco seja equilibrado, para saber a quantidade de quilos que ele chegou a mais, para ser retirado na máquina de hemodiálise.

As sessões de homiliasse precisam ser seguidas adequadamente, para garantia da eficácia do tratamento, o suporte é crucial, seja ele na clínica ou hospital onde é feito a hemodiálise, tento o tratamento de água muito bem supervisionado. Uma vez que o paciente faz um acompanhamento correto, através de uma equipe multiprofissional que é empenhada em realizar todos os procedimentos corretamente, para que haja uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes e até mesmo dos familiares, que também fazem parte de todo o processo.

Por M.e Lorena Leal

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