Mulheres na liderança

Estudos mostram que as empresas que impulsionam mulheres na liderança têm AUMENTO de 21% nos resultados.

Então porque as mulheres ainda são minoria nos cargos de liderança?
Motivos:

Equilíbrio
O que acontece na maioria das vezes é a questão do equilíbrio entre vida e trabalho: muitas mulheres têm medo de não conseguir equilibrar sua vida com o trabalho, ou são cobradas por isso, além de se sentirem culpadas. Muitas gostariam de ocupar cargos de liderança, mas acabam não investindo nessa possibilidade por medo de não conseguir manter tudo em ordem e conciliar a rotina. A prova disso é que apenas 1/3 das mulheres que estão em cargo de liderança possuem filhos, enquanto 2/3 dos homens líderes possuem filhos.

Perfil
Estilo de liderança: as mulheres possuem um perfil de liderança colaborativo e a maioria dos homens um perfil diretivo. Ainda existe uma crença de que o estilo diretivo traz mais resultados, porém o mercado já tem mostrado mudança nessa percepção. O perfil colaborativo vem sendo mais exigido entre os líderes, pois gera co-construção, trazendo toda a equipe a participar das estratégias e ações. Inclusive alguns homens começaram a perceber a necessidade dessa mudança.

Estereótipos
Viés inconsciente: são ideias pré-concebidas pela sociedade, criando estereótipos e preconceitos. Como por exemplo, mulheres são emotivas e frágeis e esses vieses também são alimentados pelas próprias mulheres, que acreditam que existem trabalhos que são apenas para homens.

 

Os homens também são julgados pelo viés inconsciente, quando por exemplo abrem mão de oportunidades de crescimento para ficar perto dos filhos, sair do trabalho para participar de reuniões na escola do filho ou ter que faltar o trabalho para ficar com o filho doente. Os julgamentos estão arraigados na sociedade, são anos de formações compostas por uma cultura construída por estereótipos.
E porque as empresas que empregam mulheres na liderança ganham 21% de aumento em seus resultados?
Primeiro porque conseguem maior representatividade, já que maior parte do mercado é formado por mulheres, conseguindo falar a mesma língua dos consumidores, fornecedores e colaboradores, além de atender uma expectativa do mercado atual que é a inclusão e diversidade.
Uma pesquisa em 2018 mostrou que a 51% dos trabalhadores operacionais são mulheres e dessas 60% possuem graduação ou mestrado, ou seja, as mulheres em comparação com homens são mais estudiosas. 36% da gerência de linha de frente são mulheres; 16% da média e alta gerência no Brasil são mulheres, 25% global; Apenas 6% da diretoria ou CEOs são mulheres; 20% em conselhos, mas boa parte atua apenas como representante da família nos negócios.
Tendo em vista todos esses pontos, é importante ressaltar a solução que é existente.
A mudança desse cenário está em três pilares:

  1. Cultura: as empresas precisam trabalhar a consciência coletiva, falando sobre o assunto da diversidade e inclusão. Deve haver espaço para falar desse assunto e principalmente mostrar exemplos de mulheres que estão na liderança e trazem resultados e o mais importante, ter verdade entre falar e fazer.

 

  1. Práticas organizacionais: para mudar a cultura é necessário haver práticas cotidianas que permitam esse assunto circular pelas empresas através de palestras e workshops. Incentivar mulheres a buscarem capacitação para assumir cargos de liderança, apoio ao retorno ao trabalho após a maternidade. São alguns exemplos das ações que essas empresas realizam.

 

  1. Comportamento individual: a mudança deve partir também das mulheres, com um olhar aberto ao autodesenvolvimento, entendendo o que precisa ser transformado para que atinjam esses cargos. Um pensamento aberto entre o equilíbrio de vida e trabalho, ampliar a percepção das suas capacidades. Além disso, os próprios líderes e gestores dessas mulheres precisam mudar o olhar a respeito dessas possibilidades, sejam homens ou mulheres.

Por fim, a sociedade precisa entender que a diversidade e a inclusão estão ligadas diretamente a EQUIDADE que é diferente de IGUALDADE. Que diz respeito as pessoas terem as mesmas possibilidades, o que não quer dizer que farão igual. Cada pessoa terá sua forma de fazer as coisas e isso é um direito tanto para os homens quanto para as mulheres.

Pesquisa realizada pela Lee Hecht Harrison – empresa de desenvolvimento de carreira
Por Maryele Senna

 

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