"> Atuação da Enfermagem na PCR em pacientes com COVID-19 – ITH Pós-Graduação na Saúde

Atuação da Enfermagem na PCR em pacientes com COVID-19

A pandemia que estamos vivenciando nos últimos meses, pede o máximo de cuidado da parte de todos, devemos seguir todas as orientações do ministério da saúde e é necessário que os protocolos e diretrizes também sejam seguidos corretamente, para o combate da disseminação do COVID-19.

Todas as medidas apropriadas para garantir a adequada proteção individual (conforme diretiva de atendimento a casos de COVID-19) durante a RCP devem ser provisionados antes que o exame ocorra.

‘’A proteína C-reativa, também conhecida como PCR, é uma proteína produzida pelo fígado, cuja concentração sanguínea se eleva radicalmente quando há indicativo de processos inflamatórios ou infecciosos.’’

Ainda que possa ocorrer atraso no início das compressões torácicas, a segurança da equipe é prioritária, e o uso de EPIs adequados é indispensável pela equipe que atende a PCR. Nenhum procedimento deve ser realizado sem a instalação prévia do EPI completo, incluindo compressões torácica e procedimentos em via aérea.

Os EPIs para procedimentos com geração de aerossol devem ser usados por todos os membros da equipe de ressuscitação, e devem ser adequadamente instalados antes da entrada no local de atendimento à PCR.

Conjuntos de EPI devem estar disponíveis no carrinho de ressuscitação ou parada, para pronto uso.

ESCORES

CÓDIGO AMARELO

O uso de escores de gravidade e sistemas de rastreamento e disparo de códigos amarelos permitem a detecção precoce de pacientes graves e pode otimizar o atendimento de eventuais PCRs

O reconhecimento da PCR segue a conduta preconizada pelo ILCOR/AAH com avaliação de pulso central e ausência de respiração efetiva. A RCP deve ser iniciada por compressões torácicas e monitorização do ritmo da parada cardíaca (chocáveis ou não chocáveis) o mais rápido possível para estabelecimento do algoritmo adequado. A desfibrilação em ritmos chocáveis não deve ser adiada para acesso às vias aéreas ou outros procedimentos.

VENTILAÇÃO

Considerando ser a hipóxia uma das principais causas de PCR nestes pacientes, o acesso invasivo da via aérea deve ser priorizado. A ventilação boca a boca e uso de máscara de bolso são proscritos. Deve-se evitar a ventilação com bolsa valva máscara (BVM) ou bolsa tubo endotraqueal, pelo elevado risco de aerolização e contaminação da equipe, além da efetividade não ser superior à da ventilação mecânica, em acordo com as evidências disponíveis atuais.

No caso de absoluta necessidade de ventilação com BMV, a técnica de selamento da máscara deve sempre envolver dois profissionais e deve-se utilizar uma cânula orofaríngea (Guedel). Além disso, preconiza-se a instalação de filtros (HEPA) entre a máscara e a bolsa.

Não esquecer da instalação de filtros (HEPA) no circuito ventilatório após o tubo traqueal e na via do circuito expiratório.

A intubação através de videolaringoscopia deve ser a primeira escolha para o acesso rápido e seguro às vias aéreas, de acordo com os procedimentos de intubação segura previamente referenciados pela ABRAMEDE e AMIB.

A falência ou impossibilidade de intubação demanda a necessidade de dispositivos extra glóticos (tubo laríngeo ou máscara laríngea), que permitem a ventilação mecânica em circuito fechado até que haja a adequada possibilidade de acesso definitivo à via aérea (intubação traqueal ou cricotireoidostomia)

Quando a PCR ocorrer em pacientes sob ventilação mecânica, deve-se manter o paciente conectado ao ventilador em circuito de ventilação fechado, com fração inspirada de oxigênio a 100%, modo assíncrono, frequência respiratória em torno de 10 a 12 por minuto. Alguns ventiladores apresentam a função “RCP/PCR”, que ajusta automaticamente os limites de alarme e aciona os parâmetros alinhados acima

Identifique e trate quaisquer causas reversíveis antes de considerar interromper a RCP, com especial consideração para hipóxia, acidemia e trombose coronária, causas citadas como frequentes nas publicações atuais sobre COVID-19.

Restrinja o número de funcionários no local do atendimento (se for um quarto individual comum). Antecipe a solicitação de leito em unidade terapia intensiva e isolamento respiratório em caso de retorno à circulação espontânea (RCE)

  1. Descarte ou limpe todo o equipamento usado durante a RCP seguindo as recomendações do fabricante e as diretrizes locais da instituição.

 

  1. Quaisquer superfícies de trabalho usadas para posicionar equipamentos de vias aéreas / ressuscitação, também precisarão ser limpas de acordo com as diretrizes locais. Especificamente, verifique se o equipamento usado nas intervenções das vias aéreas (por exemplo, laringoscópio, máscaras faciais) não foi deixado no travesseiro do paciente – procure deixá-los sobre uma bandeja; cuide para que a cânula de aspiração também não fique sobre o travesseiro do paciente – descarte a extremidade contaminada dentro de uma luva descartável.

 

  1. Remova o EPI com segurança para evitar auto-contaminação.

 

  1. A higiene das mãos tem um papel importante na diminuição da transmissão do COVID-19. Lave bem as mãos com água e sabão e utilize o álcool gel.

 

  1. Realize o debriefing ao final de cada procedimento. Isso estimula melhorias e crescimento da equipe.
  2. Simulações para treinar correta colocação e retirada do EPI e atendimento a PCR devem ser realizadas o mais precocemente possível por todas as equipes envolvidas no atendimento a pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19.

INDICAÇÃO E DIRETIVAS DE NÃO-REANIMAÇÃO Quando não reanimar? Conforme orientações da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), a tomada de decisão quanto à realização da RCP deve ser feita a nível local, com base nas diretivas das instituições de saúde, seja no atendimento pré-hospitalar, em departamentos de emergência ou em unidades de terapia intensiva. Também, as prerrogativas de “não-ressuscitação cardiopulmonar” (NRCP) devem estar devidamente absorvidas pela equipe, através de treinamento adequado.

Cuidados específicos RCP em posição prona:

Nos casos de parada cardiorrespiratória durante posicionamento em prona, sem possibilidade de mudança imediata para posição supina, recomenda-se a realização das compressões torácicas (“massagem cardíaca”) em posição prona, mantendo as mãos entre as escápulas. Se necessário, a manobra de contrapressão pode ser realizada por outro profissional (Imagens retiradas do Guidance for prone positioning in adult critical care, fora do contexto da pandemia de COVID-19). O retorno à posição supina deve ocorrer caso a intervenção não esteja surtindo efeito ou após recuperação do paciente.

É necessário que o profissional sempre esteja atento aos protocolos que precisam ser seguidos, é fundamental o trabalho em equipe e também é indispensável que ocorra treinamentos frequentemente, isso minimiza os riscos de falhas da equipe.

Por Esp. Leles França

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